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sábado, 2 de janeiro de 2010

Un Núvol Blanc

Para uma pessoa muito especial.





Simplesmente se vai a vida, e regressa
Como um novelo que o vento desvela, e acaba
Somos actores às vezes,
Espectadores às vezes
E simplesmente, como se nada fosse,
A vida dá-nos e tira-nos o papel da peça.

Serenamente quando vem a vaga, acaba
E talvez ao se deixar vencer, começa
A praia apaixonada
Desconhece a longa espera
E abre os braços a pensar
Que talvez hoje ela queira ficar.

Assim, apenas, deixo-me que me deixes
Apenas assim te deixo que agora me deixes
Eu tenho para ti um ninho na minha árvore
E uma nuvem branca pendurada num ramo...
Muito branca

Sói ser quando o sol desce, que o olhas
Ele triste sabe que quando decresce, o amas
Chegamos tarde às vezes
Sem saber que às vezes
Na frágil arte de um gesto simples
Podia dizer-te que

Apenas, assim, deixo-me que me deixes
Assim, apenas, te deixo que agora me deixes
Eu tenho para ti um ninho na minha árvore
E uma nuvem branca pendurada num ramo...
Muito branca,
Muito branca,
Muito branca...

Eu tenho para ti um ninho na minha árvore
E uma nuvem branca pendurada num ramo...
Muito branca.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

El Recital de Madrid

Originalmente propriedade da Movieplay espanhola, depois Fonomusic, hoje incluída no grande grupo da Warner Music (Spain, no caso), o disco do mítico concerto de Madrid, em 1976, conheceu nova reedição. Não necessariamente no ano que está prestes a terminar, mas no ano passado, 2008.

À semelhança dos discos que Lluís Llach gravou para a editora, também reeditados nos mesmos moldes, esta reedição é em digipack e traz uma entrevista (em quatro páginas do livreto, em letra miudinha) feita em 2000 por Victoria Prego (a data não é indicada, mas infere-se):

"Raimon é o único artista que me recebe fora de sua casa, num hotel próximo das Ramblas. Tem o cabelo branco, mas tão espetado que parece um miúdo. Isso, e os olhos brilhantes, agudos e por vezes luzidios que sente que me chego demasiado ao seu interior, compõem a imagem de um moço de de 60 anos, com uma leve pose de amargura que ele veste de ironia e de desapego."

Traz também um resumido texto, da autoria de Maurílio de Miguel, sobre o seu percurso artístico, incidindo nas suas mais importantes actuações, seguido de um outro dedicado apenas ao presente concerto, que, como já tivemos oportunidade de dizer, foi gravado em 5 de Fevereiro de 1976 e ao qual se iriam seguir outros. Que foram cancelados devido ao "clima perigoso" ou "subversivo" que aí se criou.


Um pormenor da capa exterior da reedição, que podia talvez (ou muito bem) ter sido evitado é o descentramento das letras, tal como se pode ver ao lado.
De qualquer das formas, questão de preciosismos (a vivência do disco é mais importante que tê-lo, mas estamos dependentes do materialismo para renovar a memória registada), a capa do livreto interior está "correcta".

El Recital de Madrid.
Um disco fundamental.
Aliás, para nós, o melhor disco ao vivo do género.

A conhecer (outros discos "quentes" que se lhe podem juntar):

"Barcelona, Gener del 76" (1976, Movieplay; reed. Fonomusic, 2002) e "Camp Nou, 6 Juliol 1985" (1989, CBS; reed. 2003, Claus Records) - Lluís Llach.
"Palau d'Esports, Barcelona 27-2-1976" (1976, BASF; inexistente em cd) - Pi de la Serra
"FMI" - José Mário Branco (1982, Edisom, incluído na reed. de Ser Solidário (1996, EMI));


(Se alguém tiver mais propostas a juntar a esta curta lista, bem gostaríamos de conhecê-las.
Deixe aqui, portanto e por favor, o seu comentário.)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Recital de Madrid - Reedição

Olá, amigos.

Marcamos o regresso às lides com a notícia de que o disco do mítico "Recital de Madrid" (editado originalmente em 1976, pela Movieplay) foi recentemente reeditado (ou seja, neste ano de 2008). A reedição anterior datava de 2005, realizada, tal como a presente, pela Fonomusic, actual detentora do catálogo daquele importante selo.

A única diferença parece ser o formato da embalagem, que é um digipak, bem mais engraçado e apelativo. Segue a tendência de reedições que a Fonomusic tem vindo a realizar. Entre outros títulos já disponíveis contam-se a edição do também mítico concerto de Lluís Llach, "Gener 1976", o segundo álbum de Amancio Prada, "Rosalia de Castro", o primeiro e único álbum de Daniel Vega, "La noche que precede la batalla", "Ahí ven o Maio", do galego Luís Emílio Batallán, o Lp mais vendido em Espanha no ano de 1970, "Silencio", de Adolfo Celdrán, ou as reedições de Labordeta incluídas na caixa da obra quase completa "Cantar y No Callar".

Tal como a nossa equipa "Do Tempo do Vinil" vai fazendo, a Fonomusic não pára de nos dar motivos de interesse. Para manter a memória bem viva!

E com esta pequena informação antecipamos o regresso à biografia de um dos cantores mais importantes de todos os tempos: Raimon.
A seguir.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Lluí­s Llach al Camp Nou - Abril 74

L'estaca



Lluís Llach al Camp Nou 1985 -

sábado, 26 de maio de 2007

Abril 74

Por alturas de Viatge a Itaca, o álbum mais vendido em Espanha no ano de 75.


Enquanto em Espanha ainda se penava, os que podiam vinham a Portugal respirar.
Lluís Llach, importantíssimo cantor catalão, foi um deles.
Em Lisboa, compôs esta canção:



Abril 74

Companys, / Companheiros,
si sabeu on dorm la lluna blanca, / se sabeis onde dorme a nuvem branca
digueu-li que la vull / Dizei-lhe que a quero
però no puc anar a estimar-la, / Mas não posso ir amá-la
que encara hi ha combat. / Porque aqui ainda há combate.

Companys, / Companheiros,
si coneixeu el cau de la sirena, / se conheceis o canto da sereia,
allà enmig de la mar, / Lá, no meio do mar
jo l'aniria a veure, / Eu iria vê-la
però encara hi ha combat. / Mas aqui ainda há combate.

I si un trist atzar m'atura i caic a terra, / E se um triste azar me barra e caio por terra
porteu tots els meus cants / Levai todos os meus cantos
i un ram de flors vermelles / E um ramo de flores vermelhas
a qui tant he estimat, / A quem tanto amei,
si guanyem el combat. / Se ganharmos o combate.

Companys, / Companheiros,
si enyoreu les primaveres lliures, / se desejais as primaveras livres
amb vosaltres vull anar, / Quero ir convosco
que per poder-les viure / Que para poder vivê-las
jo me n'he fet soldat. / Me fiz soldado.

I si un trist atzar m'atura i caic a terra, / E se um triste azar me barra e caio por terra
porteu tots els meus cants / Levai todos os meus cantos
i un ram de flors vermelles / E um ramo de flores vermelhas
a qui tant he estimat, / A quem tanto amei,
quan guanyem el combat. / Quando ganharmos o combate.