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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

El Recital de Madrid

Originalmente propriedade da Movieplay espanhola, depois Fonomusic, hoje incluída no grande grupo da Warner Music (Spain, no caso), o disco do mítico concerto de Madrid, em 1976, conheceu nova reedição. Não necessariamente no ano que está prestes a terminar, mas no ano passado, 2008.

À semelhança dos discos que Lluís Llach gravou para a editora, também reeditados nos mesmos moldes, esta reedição é em digipack e traz uma entrevista (em quatro páginas do livreto, em letra miudinha) feita em 2000 por Victoria Prego (a data não é indicada, mas infere-se):

"Raimon é o único artista que me recebe fora de sua casa, num hotel próximo das Ramblas. Tem o cabelo branco, mas tão espetado que parece um miúdo. Isso, e os olhos brilhantes, agudos e por vezes luzidios que sente que me chego demasiado ao seu interior, compõem a imagem de um moço de de 60 anos, com uma leve pose de amargura que ele veste de ironia e de desapego."

Traz também um resumido texto, da autoria de Maurílio de Miguel, sobre o seu percurso artístico, incidindo nas suas mais importantes actuações, seguido de um outro dedicado apenas ao presente concerto, que, como já tivemos oportunidade de dizer, foi gravado em 5 de Fevereiro de 1976 e ao qual se iriam seguir outros. Que foram cancelados devido ao "clima perigoso" ou "subversivo" que aí se criou.


Um pormenor da capa exterior da reedição, que podia talvez (ou muito bem) ter sido evitado é o descentramento das letras, tal como se pode ver ao lado.
De qualquer das formas, questão de preciosismos (a vivência do disco é mais importante que tê-lo, mas estamos dependentes do materialismo para renovar a memória registada), a capa do livreto interior está "correcta".

El Recital de Madrid.
Um disco fundamental.
Aliás, para nós, o melhor disco ao vivo do género.

A conhecer (outros discos "quentes" que se lhe podem juntar):

"Barcelona, Gener del 76" (1976, Movieplay; reed. Fonomusic, 2002) e "Camp Nou, 6 Juliol 1985" (1989, CBS; reed. 2003, Claus Records) - Lluís Llach.
"Palau d'Esports, Barcelona 27-2-1976" (1976, BASF; inexistente em cd) - Pi de la Serra
"FMI" - José Mário Branco (1982, Edisom, incluído na reed. de Ser Solidário (1996, EMI));


(Se alguém tiver mais propostas a juntar a esta curta lista, bem gostaríamos de conhecê-las.
Deixe aqui, portanto e por favor, o seu comentário.)

sábado, 9 de junho de 2007

Tiro-no-Liro

Para hoje, proponho a todos que meditemos numa das mais lúcidas, bem conseguidas e aparentemente inocentes letras escritas na língua de José Afonso. É a canção Tiro-no-Liro, da autoria do grande José Mário Branco. Encontra-se no álbum de 85, "A Noite".


Reparem só na quantidade de trocadilhos e assonâncias! Isto, sim, é dar-nos uma lição de língua! A nós, que a vamos descarnando quotidianamente...



Na zoologia do fala-só
Há muitos animais de tiro
Há o tiro-liro-liro e não só
Também o tiro-liro-ló.

Seja no liro-liro ou liro-ló
O tiro-liro leva tiro
Que é o mesmo que três liros e um ló
Feridos por um tiro só

(refrão)
Quem dá o tiro no liro
Vai prò chilindró
Quem dá o tiro no ló
Anda de pó-pó

Lá em cima está o tiro-liro-liro
Cá em baixo o tiro-liro-ló

Mas o liro que eu prefiro é o ló
Que ao liro-liro tira o tiro
Pois enquanto o ló transpira no pó
O liro tira o pão do ló

Há-de vir o dia em que o liro-ló
Será igual ao liro-liro
Com a concertina e o sol-e-dó
Unidos por um tiro só

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Eu vi Este Povo a Lutar



José Mário Branco
ser solidário - 1982

(esta é a versão final da música Hino da Confederação, que consta da banda sonora do filme A Confederação [Luís Galvão Teles - 1978].
Esta banda sonora é assinada por Fausto, Sérgio Godinho e José Mário Branco)